Com aquisição de nova fatia, administradora eleva sua participação para 14,45% em um dos pontos mais cobiçados e movimentados do varejo paulistano.
Resumo da notícia:
- O que aconteceu: A rede Iguatemi concluiu a compra de mais 3% de participação no Shopping Pátio Paulista.
- A transação: O negócio foi fechado com o fundo BB Premium Malls Fundo de Investimento Imobiliário.
- Como fica: A Iguatemi eleva sua fatia total no empreendimento para 14,45% e mantém a administração do local.
A administradora de shoppings Iguatemi reforçou sua aposta em um dos endereços mais cobiçados do varejo paulistano. A companhia anunciou na quinta-feira (9) a conclusão da compra de uma fatia adicional do Shopping Pátio Paulista, localizado a poucos metros da Avenida Paulista. A operação foi estruturada por meio da subsidiária CSC 41 Participações.
O desenho final do negócio sofreu uma ligeira alteração em relação ao plano original divulgado em fevereiro. Inicialmente, a Iguatemi mirava a aquisição de 4,5% do ativo. No entanto, com o exercício do direito de preferência por parte de um dos coproprietários do shopping, a parcela adquirida foi ajustada para 3%.
A matemática do acordo
Para garantir a nova fatia, a Iguatemi concordou em pagar um total de R$ 75,6 milhões. O cronograma de desembolso foi estruturado da seguinte forma: 70% do valor (R$ 52,9 milhões) foi pago à vista. O saldo remanescente de 30% será dividido em duas parcelas anuais e iguais de R$ 11,3 milhões, que sofrerão correção atrelada à variação positiva do CDI até a data de quitação.
Do ponto de vista de rentabilidade, a companhia informou que a transação foi fechada com um cap rate (taxa de capitalização que mede o retorno do investimento) de 7,5% sobre os resultados operacionais projetados para o ativo em 2026.
Um ativo de peso no portfólio
A estratégia por trás da aquisição é clara: aumentar a exposição a empreendimentos resilientes e com alto fluxo em regiões adensadas. O Pátio Paulista atende perfeitamente a esses critérios.
Inaugurado em 1989, o shopping é um ícone da região central de São Paulo. Cercado por um mar de edifícios corporativos — são mais de 500 prédios no entorno —, o local atrai impressionantes 12 milhões de visitantes anualmente. A força comercial do ponto se reflete em sua taxa de ocupação, que supera a marca de 99% em uma área bruta locável (ABL) de 38,2 mil metros quadrados, dividida entre cerca de 270 lojas. O ativo vem demonstrando fôlego consistente, registrando uma taxa média de crescimento de 7% ao ano no período entre 2019 e 2025.
Leia também: Laudo de Alocação de Preço de Compra (PPA) e o Teste de Impairment.


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