Com o objetivo de reduzir drasticamente seu endividamento, a companhia de Benjamin Steinbruch busca vender 100% da operação e aguarda propostas de gigantes nacionais e internacionais.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está intensificando as tratativas para concretizar um de seus maiores desinvestimentos recentes. A empresa tem a meta de arrecadar ao menos R$ 15 bilhões com a venda integral de sua divisão, a CSN Cimentos, em um movimento considerado vital pelo mercado para aliviar a pressão de sua alavancagem financeira.

Mudança de Rota: Venda Total do Ativo

Inicialmente, os planos da diretoria comandada pelo empresário Benjamin Steinbruch envolviam a manutenção do controle da unidade, com a venda de apenas uma participação minoritária. No entanto, a estratégia mudou de curso e a companhia agora busca repassar 100% do negócio.

O processo de alienação está sendo coordenado pelo banco Morgan Stanley e deve entrar em uma fase decisiva ainda nesta semana, prazo estipulado para o recebimento das propostas vinculantes. A venda da operação de cimentos atua como a principal peça do plano de desalavancagem da CSN, que, somado a potenciais alienações de fatias no setor de infraestrutura e logística, espera levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões para abater suas dívidas.

Disputa Acirrada nos Bastidores

O tamanho e a relevância da CSN Cimentos no mercado nacional atraíram os olhares de pesos-pesados da indústria. A expectativa interna é de que a siderúrgica receba cerca de quatro propostas sólidas nesta reta final.

A J&F Investimentos, holding controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, demonstrou apetite pelo negócio, chegando a ensaiar uma oferta de R$ 10 bilhões com a contrapartida de assumir os passivos da unidade. A CSN, contudo, mira uma avaliação financeira superior.

Além da J&F, a lista de potenciais interessados na aquisição evidencia uma forte concorrência nacional e estrangeira. Do lado brasileiro, despontam a Votorantim Cimentos e a Polimix, grande nome na produção de concreto no país. Já no fronte internacional, destacam-se a italiana Cementir Holding, além das companhias chinesas Huaxin Cement e Sinoma International, que vêm desenhando propostas financeiras bastante agressivas para ampliar sua presença no setor de construção e infraestrutura da América Latina.

Foco na Redução de Dívidas

A velocidade da conclusão desse negócio é monitorada com lupa pelo mercado financeiro. Nos últimos meses, investidores e agências de classificação de risco vêm cobrando da CSN um cronograma mais rigoroso para o plano de redução de seu nível de endividamento.

Caso o desinvestimento bilionário atinja as avaliações almejadas pela empresa, a CSN dará um passo definitivo em sua reestruturação, ganhando fôlego no caixa para concentrar suas energias no core businessde siderurgia e mineração. Resta aguardar para ver qual dos conglomerados interessados levará a melhor na disputa nas próximas semanas.

Compartilhe

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre IBS - Integrated Business Solutions

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo

IBSNews

Notícias sobre negócios todos os dias...

Assine gratuitamente!

Continuar lendo