As empresas francesas de tecnologia Cegid, focada em softwares de gestão para negócios, e Silae, especialista em plataformas de folha de pagamento e recursos humanos, anunciaram uma fusão histórica no mercado de tecnologia.

Um Negócio de 10 Bilhões de Euros

A transação unirá as duas companhias em um novo grupo de tecnologia avaliado em mais de 10 bilhões de euros. O fundo de private equity americano Silver Lake, que já era o acionista majoritário de ambas as empresas individualmente, continuará sendo o dono da maior parte da nova organização consolidada.

As projeções financeiras são otimistas: espera-se que a empresa combinada gere uma receita anual na casa de 1,6 bilhão de euros, oferecendo um leque robusto de softwares focados em contabilidade, recursos humanos e gestão geral (ERP).

Nova Liderança no Comando

Para guiar essa nova fase, uma série de mudanças estratégicas foi definida. Christian Pedersen, que tem grande experiência na área e veio da empresa de software IFS, foi nomeado para assumir imediatamente como CEO da Cegid e, posteriormente, do grupo fundido.

Além de Pedersen, a estrutura executiva contará com Christian Lucas, representante da Silver Lake, atuando como Presidente do Conselho (Chairman), e Bruno Vaffier, que permanecerá no cargo de Gerente-Geral (General Manager) do novo grupo.

Foco em Inteligência Artificial e Inovação

O grande objetivo da fusão é oferecer uma solução “de ponta a ponta” — totalmente integrada e alimentada por Inteligência Artificial — para Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

Ao unificar as ferramentas financeiras e fiscais da Cegid, os recursos de banco digital da Shine e o motor de recursos humanos da Silae, a nova empresa quer automatizar o trabalho administrativo e burocrático de seus clientes. Para sustentar isso, o grupo formará um dos maiores times de pesquisa e desenvolvimento de software da Europa, contando com cerca de 1.400 desenvolvedores focados em criar os produtos tecnológicos do futuro.

O Que Esperar para o Futuro (e para 2027)

A fusão será uma peça-chave também para auxiliar as empresas francesas a lidarem com as novas exigências locais de faturamento eletrônico (e-invoicing), que ficarão mais rígidas em 2027.

O fechamento oficial do negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores de mercado e da consulta obrigatória a representantes dos trabalhadores. Caso todas as etapas corram como o planejado, a expectativa é que a fusão seja oficialmente concluída e fechada durante o primeiro semestre de 2027.

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