A reta final da eleição presidencial de 2026 desenha um dos cenários mais acirrados e polarizados da história recente do país. Divulgada neste domingo (18), a nova pesquisa do instituto Vox Brasil indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51% das intenções de voto no segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 49% da preferência do eleitorado.
O levantamento considera exclusivamente o recorte de votos válidos, metodologia oficial adotada pela Justiça Eleitoral no dia da votação, que desconsidera os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos. Com a margem de erro da pesquisa estabelecida em 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se em situação de empate técnico a poucos dias da votação definitiva, agendada para 25 de outubro.
Histórico do primeiro turno e precisão na reta final
A nova sondagem do Vox Brasil ganha especial peso nas análises políticas por conta da precisão demonstrada pelo instituto na fase anterior do pleito. Durante a reta final do primeiro turno, enquanto estimativas de outros institutos apontavam caminhos distintos, o Vox Brasil figurou entre os que mais se aproximaram da realidade das urnas no primeiro turno.
Investigações da PF, conexões com milícias e caso da menina Ana Clara
O candidato do PL acumula um histórico de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público que envolvem o esquema de desvio de salários de assessores, a “rachadinha”, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Relatórios da apuração apontaram que recursos desviados do gabinete foram utilizados para irrigar empreendimentos imobiliários e transações ligadas a grupos paramilitares da zona oeste carioca.
As conexões com milicianos são apontadas com frequência em relatórios investigativos e por opositores políticos, destacando-se a proximidade com o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do grupo criminoso “Escritório do Crime”. Durante seu mandato estadual, Flávio prestou homenagens ao ex-policial na Alerj e empregou familiares dele em seu gabinete por meio do ex-assessor Fabrício Queiroz. Adicionalmente, novos inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) apuram movimentações financeiras atípicas, suspeitas de lavagem de dinheiro, compra de imóveis e ligações com operações financeiras do setor bancário e de casas de apostas.
Outro ponto de forte desgaste na campanha envolve a atuação do parlamentar na advocacia privada. Flávio figurou entre os advogados de defesa do ex-policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de assassinar com um disparo de fuzil a menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, durante uma ação policial na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, no ano de 2021. A atuação da banca jurídica no caso incluiu recursos para tentar barrar o julgamento do acusado pelo Tribunal do Júri, fato que voltou ao centro do debate eleitoral na reta final.
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Mobilização intensificada na última semana de campanha
A manutenção da igualdade estatística reflete a forte consolidação dos blocos políticos e impõe alta pressão às estratégias das campanhas para os dias finais antes do pleito. Com o eleitorado altamente dividido, as coordenações concentram seus esforços no convencimento da parcela indecisa e no combate à abstenção.
Dados técnicos e metodologia da pesquisa
A pesquisa foi contratada e realizada com recursos próprios do instituto Vox Brasil. Foram entrevistadas presencialmente 2.100 pessoas em diversos municípios do país entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026. A amostragem seguiu cotas representativas da população brasileira quanto a gênero, idade, escolaridade, renda e região geográfica.
O nível de confiança estimado para o levantamento é de 95%, o que indica alta probabilidade de os resultados retratarem o estado real da disputa dentro da margem de erro estipulada de 2,15 pontos percentuais. A pesquisa atende a todos os requisitos legais vigentes e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04332/2026.


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