Um levantamento minucioso sobre os resultados do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela que ao menos 43 indicadores econômicos e sociais atingiram patamares inéditos na história recente do país. O estudo, assinado pelo economista e doutor em Ciência Política Eric Gil Dantas (Ibeps), compila dados oficiais que demonstram o fortalecimento do mercado de trabalho, o avanço da atividade produtiva e a redução acentuada das vulnerabilidades sociais.
Abaixo estão detalhados, um a um, os 43 indicadores recordes registrados no período:
💼 Mercado de Trabalho, Renda e Proteção do Trabalhador
- Rendimento médio real do trabalho: Alcançou R$ 3.804 no primeiro trimestre de 2026, patamar 6% superior ao recorde histórico anterior.
- Renda domiciliar per capita média nacional: Subiu para R$ 2.264 em 2025, um salto de 19% em relação a 2019.
- Rendimento médio dos 10% mais pobres: Atingiu R$ 268, superando em 32% a melhor marca já registrada no país.
- Massa de rendimento real habitualmente recebida: Chegou ao maior valor de toda a série histórica da PNAD Contínua.
- População ocupada total: Atingiu o maior número absoluto de brasileiros inseridos no mercado de trabalho.
- Trabalhadores com carteira assinada no setor privado: Registrou o maior nível histórico de formalização do emprego.
- População com CNPJ ativo / MEIs: Alcançou topo histórico de formalização de microempreendedores individuais.
- Média do Salário Mínimo Real: Teve a maior média acumulada com a retomada da política de valorização acima da inflação.
- Taxa de desocupação: Recuou para os menores patamares médios dos últimos dez anos.
- Taxa de subutilização da força de trabalho: Atingiu a menor taxa de subaproveitamento da mão de obra da década.
🛡️ Desigualdade, Pobreza, Fome e Bem-Estar Social
- Índice de Gini de renda domiciliar per capita: Caiu para 0,504 em 2024, a menor taxa de desigualdade da história do país.
- Taxa de pobreza: Recuou para 23,1% da população, o menor percentual aferido desde 2012.
- Taxa de extrema pobreza: Caiu para 3,5% da população, menor nível de toda a série histórica.
- Insegurança alimentar grave: Despencou para 3,1% dos lares brasileiros, a menor marca desde o início da medição em 2004.
- Taxa de mortes violentas intencionais: Caiu para 19,1 por 100 mil habitantes em 2025, o menor índice desde 2012.
- Matrículas em tempo integral na rede pública: Bateu recorde com a expansão de programas como o Pé-de-Meia e o Proemi.
- Cobertura vacinal infantil: Registrou a maior taxa de retomada dos esquemas vacinais básicos em anos.
🏭 Atividade Econômica e Mercado Interno
- PIB em valor absoluto (Nominal): Alcançou o maior montante financeiro total da história do Brasil.
- PIB per capita: Bateu o topo histórico em termos reais.
- Valor adicionado da Agropecuária: Avançou 21,2% acima do recorde prévio.
- Volume de vendas do Comércio Varejista: Ficou 5,4% acima do topo histórico anterior.
- Volume do Setor de Serviços: Registrou alta de 6,1% acima da melhor marca já apurada.
- Consumo das Famílias: Atingiu o maior índice acumulado de demanda e compras do lar.
- Produção e venda de veículos leves: Registrou o melhor resultado de comercialização desde a pandemia.
- Crédito total concedido ao setor privado: Alcançou o maior saldo de operações de crédito do sistema bancário.
🌾 Campo, Energia, Transportes e Infraestrutura
- Safra nacional de grãos: Atingiu o maior volume total produzido da história da agricultura brasileira.
- Vendas de óleo diesel: Chegaram a 69,5 bilhões de litros, sinalizando o pico de circulação do transporte de cargas.
- Geração de energia renovável (eólica e solar): Alcançou a maior capacidade instalada e de geração da história.
- Capacidade operacional de refino nacional: Bateu recordes de processamento interno de derivados de petróleo.
- Produção de petróleo e gás no Pré-sal: Atingiu o topo histórico de extração pela Petrobras e parceiras.
- Produção de biocombustíveis (Etanol e Biodiesel): Alcançou volume recorde de adição à frota nacional.
- Carga transportada em ferrovias: Registrou a maior movimentação de mercadorias por trilhos e cabotagem.
- Investimentos executados em infraestrutura de transportes: Bateu o maior volume de recursos públicos aplicados em obras rodoviárias e ferroviárias dos últimos anos.
🌐 Contas Externas, Arrecadação, Aviação e Turismo
- Volume físico de exportações: Cresceu 19,5%, atingindo o maior volume de mercadorias vendidas ao exterior.
- Superávit da Balança Comercial: Registrou o maior saldo positivo da história entre exportações e importações.
- Corrente de Comércio Exterior: Atingiu a maior soma total de trocas comerciais internacionais.
- Entrada de turistas estrangeiros: Recebeu o recorde de 9,29 milhões de visitantes internacionais em 2025 (40% acima de 2018).
- Passageiros no transporte aéreo: Transportou a marca recorde de 130,7 milhões de passageiros pagantes.
- Gasto de turistas estrangeiros no Brasil: Deixou o maior volume de divisas internacionais da história no comércio e serviços locais.
- Arrecadação de Receitas Federais: Atingiu R$ 2,93 trilhões em 2025, o maior recolhimento da história.
- Reservas Internacionais do Banco Central: Manteve o mais sólido colchão de dólares e moedas estrangeiras do país.
- Investimento Estrangeiro Direto (IED): Registrou a retomada dos maiores aportes produtivos internacionais no setor real.
- Abertura de novos mercados agrícolas no exterior: Bateu o recorde de novos destinos de exportação autorizados para produtos do agronegócio brasileiro.
📌 Um novo padrão socioeconômico e os desafios para o futuro
A convergência desses 43 recordes históricos expõe um ciclo de forte recomposição das bases sociais e econômicas do país. O avanço simultâneo da massa salarial, da produção agrícola e industrial e da arrecadação federal demonstra que o crescimento econômico no terceiro mandato do governo Lula voltou a ser impulsionado pela inclusão social e pelo fortalecimento do mercado interno de consumo. A expressiva queda na desigualdade de renda e no combate à fome atesta a eficácia do redirecionamento do orçamento público para programas de transferência de renda e políticas de valorização do trabalho.
O desafio central para os próximos anos reside em sustentar esse dinamismo diante das incertezas da conjuntura internacional e das pressões sobre as contas públicas. A consolidação desses marcos exige a continuidade dos investimentos estruturantes em infraestrutura, transição energética e inovação tecnológica, garantindo que o ciclo de expansão produtiva continue se traduzindo em ganhos permanentes de qualidade de vida e soberania econômica para a população brasileira.


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